Amigas, amigas… amigas. Escrevi há algum tempo sobre a Amanda, que não é minha amiga. Nem será. Annamarie, idem (elas são amigas, se é que interessa a alguém - e não interessa, não é mesmo?). Além de descobrir que não as tenho como amigas (pasmem!), perdi Saumensch, isolei-me de aliados e confidentes, todos aqueles com quem saía para uma cerveja, uma dose de whisky (ou duas, como a double dose do SPSP que tomei ainda há pouco - semanas, já? - com Cardoso e Joselito, enquanto degustávamos charutos), ou mesmo para um almoço regado à mostarda (certo, Zan?).
Nisso, deixei de ser meu próprio centro e passei a chafurdar minhas periferias. O que era importante foi deixado de lado, sabe-se lá por quanto tempo - algumas das coisas simplesmente se foram, pra sempre (quais?). Indo buscar um Earl Grey na cozinha, passou-me pela cabeça a estória de Robert Gadling; acabei por experimentar um encontro, imaginário, meu com alguém (que não consigo identificar, mesmo com a louca da casa a trabalhar dia e noite) em que fazíamos aposta a ser verificada a cada X anos. O tipo de aposta que não requer prova, contra-prova, prêmios: manter-se cônscio e na aposta é suficiente. Fosse o acordo de Hob possível e simultâneo, titânico seria o feito; dificílimo desatrelar as duas apostas - e felizmente, para Hob (e não ao menos), as condições de seu acordo são mais que suficientes pra que a barganha continue.
Divaguei. Falava nas amigas. Não sou, nunca fui um Rudy Steiner. Ganha-se umas, perde-se outras (há quem não leve a entropia a sério. Não é meu caso). Vamos aos fatos.
Voltei a conversar com uma amiga das antigas, ainda de quando usava ICQ - Morpheus eu era então, muito antes da trilogia Matrix e da mudança de auto-imagem, feita em estágios -: Ilona. Sempre conturbada, desta vez parte do atrito surgiu por causa de seu blog educativo; outra parte se deve à minha intolerância, pura e simples (e aos anos de trapalhadas). Rusgas à parte, quem puder colaborar com o projeto dela, por favor: faça (dei minha modesta contribuição, dia desses. Faria mais, faria sim).
Divaguei, de novo. Voltemos. Antes, a declaração: cansei, perdi outra amiga.
Positivo, negativo, não se tira saldo dessas situações. Não farei contas, as amizades que perdi são próprias, insubstituíveis. Tanto quanto as amizades que venho conquistando, meio sem querer. Falarei das novas amizades, que animam.
Primeiro a menina das cores, Amélie. Causadora (ou não) de mudanças de comportamento alheio, lambrecou-me de tinta enquanto pintava um novo quadro qualquer.
Quando muitas pessoas
podem ser a mesma?
(tão difícil aceitar a mera possibilidade…)
Lili. O nome soa irreal, fake, de personagem chilena. É real, a garota dos retalhos; despreocupou-se com as cores quando percebeu a quantidade de tecido bom - retalhos, é bem verdade - e útil tinha aos pés. Fico com três imagens: uma estrada de tijolos amarelos, um mágico desconhecido e um espantalho que não assusta, dependurado e balangando.
Lidiane, a serra desconhecida. Vem e vai. Vem-e-vai. Veme vai. Vem evai. Ve me vai. Vemevai. Uma das poucas pessoas a ter desvendado o enigma das cerpinhas que desaparecem. Virtualíssima e cheia de vida (duas, ao menos - ah, eu adoro isso: ser um, dois, três, …). Convidaria-te a falar sobre si e, sobre isso, talvez volte a falar mais tarde.
Samantha. Abreu. De onde ela tira tanta estória, tanta prosa?
Nina, nadainda. Ou quase. Pesar, hoje. Melhora. (E, respondendo à sua pergunta: mais ganhei - e não conta pra ninguém o que queria saber, hein!).
Marie, ah Marie. Bem sabe ela, multi-mulher. Trabalha, consola, festeja. Sem ordem, tudo ao mesmo tempo, como só ela consegue; ainda mais, muito mais, só não tem bronca e tempo fechado na carta da garota. Inspirações. Necessária.
Quase ao final das adições, fujo do chavão, encontro uma estória - minha. Aula de física ou qualquer coisa parecida, professor de sessenta anos. Descrevo-o com mais detalhes: cabelos e barbas brancos, impecavelmente aparados, míope com estilo, sempre elegantemente ereto, usando calças cargo de cor neutra e camisa azul. Pergunta aos alunos, em claro tom de provocação: -”Qual destas bandas é melhor? A ou B?” Indecisão na sala, tumulto, furdunço. “Não dá pra responder,” ele mesmo contra-argumentou em meio a um sorriso esbranquiçado, “o espaço não é ordenado.”
Cris*. Cuidado com as palavras e l-e-t-r-i-n-h-a-s, t-o-d-a-s (separei-as assim por ser esta senhorita uma colecionadora de palavras - as letrinhas, separadas, talvez passem despercebidas, suficientemente pequeninas pra escaparem ao seu escrutínio e caderninho). Adoradora de música, nunca me ouve; não escreve pouco, nem muito: é exata. Esfregou-me essa exatidão na cara, sem querer, deu-me uma boa e absolutamente necessária sova. Deixe estar, minha vingança será continuar a aprender - e apreciar. (fica com teus caderninhos; fico com minhas cadernetas, lapiseiras e borrachas porque eu erro o tempo todo e adoro ficar com raiva do borrão que tanto odeio).
E paro por aqui.
Teria assuntos a retomar, não fosse a hora e a necessidade de não fazê-lo. Ontem já era, ao menos por enquanto.
Novembro 8, 2007 em 7:47 pm
querido, não consegui postar no caducando
buá buá buá!
como te disse ontem, fiquei ultra-mega-master-salto-triplo-mortal me achando quando vi meu singelo nominho em um post seu. adorei, mas fiquei parecendo malvada… sou malvada?
gostei de ser chamada de colecionadora de palavras e exata.
espero que este comentário fique registrado, se não chorarei as pitangas com você mais tarde. yeah.
beijo
Novembro 19, 2007 em 9:58 am
Eu tenho sentido falta de pessoas feito você.
E tenho sentido falta das palavras e de alguma emoções que se foram.
Pois é, tudo meio estranho aqui.
Mas me fez sorrir te ler e me fez sorrir ler meu nome aqui.
E isto me fez sentir mais saudade ainda, não de pessoas como você, mas de você, especificamente.
Beijo apertado, xuxu.
Novembro 24, 2007 em 9:36 pm
Olha!
que bom achar meu nominho aqui… e essa pergunta que fizeste sobre minha pessoa… ahahaha, nem Deus tem a resposta… até ele se assusta com essa minha cabeça, babe!
Ando meio sumida, né?!
mas logo, logo… tô de volta!
um beijo!!!!